
Preciso de alguém ao meu lado, vejo muitas pessoas, mas parece que ao mesmo tempo que estão ao meu lado, elas parecem estar tão longe de mim.O peso de uma lágrima se torna maior no rosto quando me vejo sozinha, sem ninguém para secá-la. Sei que não estou só, vejo as pessoas ao meu redor, mas não as sinto....Sei que tenho pessoas querendo me ajudar, mas não consigo sentir sua presença....como se fossem fantasmas que tentassem me ajudar, mas que eu não pudesse tocá-los. De que adianta ter do meu lado pessoas que querem me ajudar, mas não podem?! Pessoas que são como vultos que me seguem, mas que não podem me segurar pela mão se eu estiver caindo, mas estão sempre tentando me dizer o que fazer quando estou indecisa. Muitas vezes consigo ouvir suas vozes, outras não, e há também momentos em que eles falam tão alto que não posso entender o que querem dizer. E no meio dessa grande confusão, não sei pra onde vou, a quem escuto...sei que devo ser eu mesma, mas nós sempre precisamos ter um caminho a seguir, e esses caminhos nos são apresentados por pessoas que estão ao nosso redor, para que um dia nós possamos apresentar tal caminho à outros. Mas tantos falam tanto, que não posso entender suas palavras, porque ora estão gritando, ora estão calados. Dói mais o silêncio gritante desses fantasmas, porque me parece estar no mais pavoroso vazio do universo, algum lugar que não se vê nada além de um horizonte branco por toda a volta, como se tudo desaparecesse em um passe de mágica.
Os fantasmas a quem me refiro, são as pessoas(amigos, família, conhecidos, colegas,etc) que me estão perto. Pessoas de quem eu falo estar perto de mim, e ao mesmo tempo as sinto distante, e por isso é que eu as chamo de fantasmas.
Mas não descarto o fato de haverem fantasmas quem vêm da linha do tempo...Uns que vêm do passado.....uns que vêm do futuro......outros que me acompanham no presente.Fantasmas esses que carregam consigo grandes lembranças, muitas que assombram, outras que alegram...tanto do passado, como no futuro. Esses fantasmas são pensamentos que me vêm entre 4 paredes. Fantasmas esses , muitos, que assombram e assustam. Coisas passadas que machucam-me o coração, coisas futuras que temo acontecer, e tristezas e mágoas do presente, feridas que ainda não foram cicatrizadas. Fantasmas esses que me fazem como a nascente de um rio e derrubam muitas lágrimas, com toques profundos em feridas ainda abertas. E por mais que eu tente me livrar desses fantasmas, e pense que fui vitoriosa, de tempos em tempos eles voltam. Enquanto isso meus fantasmas do dia-a-dia vão me torturando ora com seus gritos, ora com seu silêncio.
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